Com a crescente preocupação com o meio ambiente e a procura por técnicas para desenvolver
e garantir uma sustentabilidade ambiental, os biodigestores têm ocupado um importante
papel para geração de energia.
A geração de energia no biodigestor se dá a partir da decomposição de matéria orgânica,
através de uma reação anaeróbica com a formação de gás metano (CH4). Essa matéria
orgânica quando jogada na natureza pode acarretar a contaminação do solo, rios e lençóis
freáticos além de contribuir para o efeito estufa. Um biodigestor domiciliar produz de 3 a 5 m³
de biogás por dia. Cada m³ equivale a 5 kWh de energia elétrica.
Em todo o país, há cerca de 2.500 biodigestores, e somente 5% são utilizados na geração
de energia. O estado da Santa Catarina é pioneiro nessa técnica, no estado a utilização de
biodigestores cada vez mais vem se tornando comum como fonte de geração de energia
elétrica e como solução para a eliminação de dejetos provindos de criações suínas em muitas
das grandes propriedades rurais.
Em Videira, estado de Santa Catarina, a Granja São Roque possui 47 mil suínos, que produzem
cerca de 4.500 m³/dia de gás metano. Como resultado, a granja tem registro na Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para produção de até 1MW, o que rendeu um contrato
da propriedade com a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina). Atualmente a Granja
trabalha com 0,3MW/mês do 1MW/mês que é capaz de produzir. Esta energia abastece toda a
demanda da Granja São Roque e mais 60 residências.
Essa técnica permite também que pequenos produtores se juntem e criem parcerias para o
aproveitamento dos resíduos gerados em suas propriedades, que permite não só geração de
energia elétrica, como também de gás combustível e fertilizante de alta qualidade.
Fonte: http://www.oeco.com.br/reportagens/24869-energia-feita-com-esterco